Florescer


PROJETO FLORESCER DE TERAPIA FLORAL – CENTRO SOCIAL LAR FREI LEOPOLDO

TERAPEUTAS FLORAIS RESPONSÁVEIS: Maria de Fátima Saliba – Ana Amélia de Souza – Márcia Beatriz Lima

BELO HORIZONTE – MG – 2004 a 2006

INTRODUÇÃO

O Projeto FLORESCER de Terapia Floral é um trabalho voluntário, assistencial, oferecido à comunidade de Belo Horizonte através de um convênio assinado entre A EQUIPE RESPONSÁVEL de terapeutas florais e o Centro Social LAR FREI LEOPOLDO, com a proposta de acompanhar com a terapia floral, crianças, jovens e educadores desta instituição. Este projeto teve início em julho de 2004.

A equipe responsável pelo projeto FLORESCER é formada por Maria de Fátima Saliba, Reikiana, Terapeuta Floral, Transpessoal e Administradora pela PUC-MG, por Ana Amélia de Souza, Reikiana e Terapeuta Floral com pós-graduação pelo IBEHE-UERJ, e por Márcia Beatriz Lima, especialista em Terapia Floral pelo IBEHE-UERJ e Psicóloga Clínica pela PUC-MG.

As essências florais “… atuam em nosso campo emocional, mental e espiritual, facilitando-nos o acesso a dons, qualidades, virtudes e potenciais latentes no nosso interior e tão necessários ao nosso bem-estar e harmonia” (Maria Grillo, 2001)

A INSTITUIÇÃO

O Centro Social LAR FREI LEOPOLDO, localizado na Região Oeste de Belo Horizonte-MG, é uma instituição sem fins econômicos que pertence à Fundação Obras Sociais Paróquia Nossa Senhora da Boa Viagem, da Cúria de Belo Horizonte.

Foi inaugurado em 16/08/1980 e tem por objetivo o atendimento a crianças e adolescentes do sexo feminino até os 21 anos de idade, em situação de risco pessoal e social, encaminhados pelo Conselho Tutelar, pelo Juizado da Infância e Adolescência, e em caráter excepcional, pela comunidade, de acordo com o art. 93 do ECA  – Estatuto da Criança e do Adolescente.

Sua proposta de trabalho visa contribuir para o desenvolvimento físico, psicológico, intelectual e social da criança e da adolescente, oferecendo-lhes abrigo, alimentação, cuidados de higiene e saúde, atividades lúdicas, culturais, recreativas, pedagógicas e favorecer-lhes o retorno à família de origem.

No cotidiano do Lar Frei Leopoldo, esta proposta é concretizada pela construção e reconstrução da futura cidadã competente e solidária, consciente dos seus direitos e deveres, embasadas numa formação cristã, no respeito e amor à Deus e ao semelhante.

RELATÓRIO FINAL DE AVALIAÇÃO

As essências florais são pré-definidas para a alma-grupo (no coletivo) em acompanhamentos terapêuticos, onde são levadas em consideração a idade, o perfil e a análise da necessidade de cada participante. Periodicamente, esses compostos florais são alterados, numa sequência adequada. Quando necessário, é realizado um atendimento individual, com a entrega de um vidro de essências florais específicas para a pessoa.

A média de participantes foi de 47 pessoas em acompanhamento terapêutico, assim distribuídas: 15 crianças com idade até 10 anos; 20 jovens com idade entre 12 e 21 anos; e, 12 adultos entre funcionárias e coordenação.

A terapia floral foi ministrada de forma coletiva através do alimento, com o objetivo de abranger todas as pessoas residentes no lar. Os compostos florais são disponibilizados em solução concentrada, em vidros de cor âmbar, cuja dosagem é de uma (1) colher de sopa do composto floral na água de cozimento do arroz, sucos, e sopas, no mínimo por uma (1) vez ao dia.

Após a fase de anamnese realizada pelas terapeutas, iniciou-se a terapia com o composto floral CHAMEGO durante 15 dias; passando-se a seguir para o BÁLSAMO, 60 dias; depois para o DANÇANDO NA LUZ, 90 dias; e por último para o LAÇOS DE AMOR, que permaneceu por mais 120 dias, até o encerramento do ano. Após cada período mencionado, foi realizada uma avaliação das terapeutas em contato direto com as participantes e também no contato com a psicóloga e/ou coordenadoras. De acordo com as manifestações apuradas, alterou-se o composto floral para o próximo período.

Considerando a rotatividade no uso das essências florais, foi consumido pelo Lar Frei Leopoldo, entre 2004 e 2005, o total médio de cinco litros e duzentos e trinta mililitros ou 5,23 litros de compostos florais.

DESENVOLVIMENTO

Após os feriados de final de ano, as férias de janeiro e o carnaval, recomeçaram as visitas das terapeutas no dia 04/03/2005. Nesta data foi realizada uma reunião com a psicóloga da instituição, e foram levantadas as mudanças ocorridas, nos aspectos gerais administrativos, que incluiu a apresentação de resultados terapêuticos observados nas atitudes e comportamentos das crianças e adolescentes participantes do projeto Florescer.

Há uma relativa rotatividade das crianças e jovens abrigadas. Algumas crianças são abrigadas numa situação de emergência, ficam alguns meses, e assim que algum familiar é localizado, havendo possibilidade, a guarda da criança é transferida a este familiar, podendo ser tias, avós e madrinhas. Pode acontecer também a reconstituição das condições necessárias na família de origem, e essa volta a ter a guarda da criança. 1

Para o encerramento do ano, antes das festas de Natal e Ano Novo, a psicóloga busca acolhimento familiar (padrinhos sociais), através do CEVAM2, para todas as crianças e jovens abrigadas. Principalmente, para o caso em que haja alguém que ainda não seja apadrinhada socialmente, ou não tenha um familiar que lhe visite regularmente, ou que o leve a passar final de semana e férias em suas casas. Este período corresponde, no mínimo, aos dias dos feriados, entre 23 de dezembro e 02 de janeiro, podendo se estender até o final de janeiro ou até o carnaval, quando esse cai no início de fevereiro.

Em outubro/2004 entraram três (3) crianças novatas, acolhidas por motivos de destituição do poder familiar, devido ao abandono e maus tratos, sendo que duas (2) delas eram irmãs biológicas. As duas irmãs, com 5 e 6 anos de idade, ficaram apenas dez (10) dias neste abrigo, tendo saído, excepcionalmente, num curto espaço de tempo, com a própria mãe que obteve uma autorização do Juiz para levá-las de volta. Esta família será acompanhada a partir de agora, durante um tempo, pela própria psicóloga do abrigo, e se necessário, as crianças poderão ser acolhidas novamente.

A outra criança das três (3) acolhidas em outubro/2004, com 9 anos de idade, permaneceu no abrigo até o dia 28 de dezembro, quando uma tia, residente em outro estado brasileiro, veio busca-la e assumiu a sua guarda.

Já em meados de novembro de 2004, chegou uma (1) nova criança, 8 anos de idade, abrigada entre outros motivos por abusos físicos e sexuais sofridos dentro da própria família e, ainda, um posterior abandono, pela família vizinha, que estava com sua guarda. A sua história apresenta muitos fatos de abusos sofridos e suas atitudes refletem bem seu tumulto interno, com forte conotação emocional. É muito simpática, sorridente, extrovertida, e tem apresentado atitudes de impulsividade agressiva. Sempre que é contrariada atira longe o objeto que tiver em mãos, quebrando pratos, copos etc.

A violência vivida nos últimos anos por essa criança, indicou o início de sua terapia floral com o composto TRAUMA SEXUAL (7 gotas 2 vezes ao dia).  Benefícios esperados por este composto: recuperação do sentimento de integridade e da capacidade de confiar no outro e de se relacionar afetivamente. Os resultados após 40 dias de uso foi de redução de seu impulso de agredir e quebrar objetos. A seguir, ela fez uso do composto CORAÇÃO DE OURO, durante 60 dias; e em seguida do composto VÊNUS por mais 60 dias. Em junho de 2005, interrompeu-se a terapia individual, e ela ficou em uso apenas do composto floral coletivo. Em outubro de 2005, essa criança iniciou o acompanhamento  psicoterapêutico no NAVCV3, com boas perspectivas. Em dezembro de 2005, ela retornou ao uso  individual do composto floral VÊNUS por mais 30 dias. Os benefícios esperados: estabelecer limites saudáveis em seus contatos interpessoais, com a transformação do sentimento de violência e desamor recebidos, pelo desejo de uma vida mais harmoniosa.

No final de dezembro de 2004, chegaram outras duas (2) crianças, também irmãs biológicas, com idade abaixo de 10 anos. São as mais velhas de sete (7) irmãos, sendo que foram todos abrigados por negligência da mãe. As outras crianças foram para outros abrigos. A mãe saía para trabalhar e deixava todos na guarda da mais velha que ainda não tinha 10 anos. Quando as crianças foram recolhidas, o local em que moravam estava muito sujo e há suspeita de que estavam passando fome. A mãe ficou desesperada e queria pegá-los de volta, mas ocorreram relatos de vizinhos sobre sua teimosia em aceitar ajuda, o que a impossibilitou de ser atendida. As duas (2) permaneceram abrigadas até junho de 2005, quando voltaram para casa junto com a mãe, que também retomará gradativamente a guarda das outras cinco (5) crianças.

Assim que chegaram, foram incluídas no uso do composto floral coletivo, e na avaliação sobre os benefícios alcançados com a terapia floral, durante o período conforme citado, percebeu-se que as duas (2) meninas, de início muito agitadas e infelizes, ficaram serenas, o que expressou aceitação às repentinas mudanças em suas vidas.

Para as crianças na faixa etária de 6 a 10 anos, num total de sete (7) meninas, iniciou-se em 11/03, durante 60 dias, a terapia floral individual com o composto CORAÇÃO DE OURO ( 7 gotas 2 vezes ao dia). Os benefícios esperados: a harmonização pessoal, a cooperação e o respeito entre elas. Na anamnese constatou-se um forte sentimento de competição entre elas, com situações tensas, de insegurança, ciúme e agressividade, especialmente, por serem crianças vindas de lares com forte ambivalência emocional, amor e ódio e situações de rejeição.

As meninas com idade entre 15 e 16 anos foram incluídas também em um projeto oferecido pela Prefeitura de BH com o objetivo de se prepararem para o primeiro emprego. Por este motivo, decidiu-se por fórmulas, que levou em consideração as características pessoais de cada uma. Optou-se por iniciar o uso individual do composto floral DANÇANDO NA LUZ, acrescido de essências florais de Bach. Realmente, os florais promoveram uma base emocional que assegurou a autoconfiança para o início desta nova etapa. As cinco (5) jovens começaram a trabalhar ainda no meio do ano, demonstrando maior facilidade na fase de adaptação, socialização e aprendizado.

Um caso excepcional, foi o de uma jovem que estava em acompanhamento pela terapeuta desde dezembro de 2003, em uso individual de terapia floral, devido a uma forte depressão, com uma expressão corporal muito fechada, e mal conseguia falar de sua angustia. Apresentava com freqüência fortes sintomas de rejeição, com náuseas e vômitos, e hospitalização por longos dias. Sua resposta ao tratamento foi rápida e muito positiva. A cada dia, apresentou-se mais espontânea e simpática em sua evolução pessoal. Ocorreu no princípio de outubro de 2005, uma nova situação que gerou nela forte impacto emocional, o possível encontro com sua mãe depois de 10 (dez) anos de abandono. Mesmo em uso de terapia floral, a jovem voltou a apresentar os sintomas de náuseas e vômitos, e foi novamente internada. No entanto, percebeu-se que sua convalescença foi rápida, em comparação às vezes anteriores. Após esse episódio, em paralelo à terapia floral, ela deu início a um acompanhamento psicoterapêutico. Manifestava resistência no início , mas com a terapia floral tornou-se perseverante, o que facilitou o processo psicoterapêutico. A visita aos seus familiares foi realizada, junto com a psicóloga do abrigo, quando se encontrou com sua avó, pela primeira vez, desde que foi abrigada. Não esteve com sua mãe nesta data. Mas, surgiu a oportunidade de visitar alguns lugares de que se recordava, fazendo um resgate de memórias infantis saudáveis. Comportou-se bem e demonstrou equilíbrio emocional.

Na percepção da psicóloga do abrigo, em contato diário com as crianças e adolescentes, ela expressou o quanto tem sido importante o Projeto Florescer, com o cuidado terapêutico pelas essências florais e o acompanhamento. Isto foi sentido nos momentos dos diálogos com as participantes, numa avaliação pessoal de cada uma delas. Esses momentos, antes do uso da terapia floral, eram difíceis, traziam sofrimento às meninas, especialmente ao se falar de suas mães ou de suas vidas passadas. Hoje elas conseguem falar sobre esses e outros assuntos, mesmo que penosos, com mais fluidez.

Numa reunião de avaliação realizada em julho de 2005, entre as terapeutas florais, a psicóloga e a freira coordenadora do abrigo, foram claramente apontadas evoluções pessoais de cada criança, de cada jovem e das pessoas adultas.

Observou-se que as dirigentes estão mais espontâneas, naturais, expressando-se com leveza e compreensão, numa situação inédita com relação às jovens. Atualmente, 2 (duas) jovens estão namorando, com o respectivo consentimento da coordenação. Este tema foi abordado com naturalidade pelas outras jovens com idades entre 14 e 18 anos, que também demonstram interesse por outros meninos, de forma alegre, respeitosa e sem repressão. A própria equipe de coordenação está sentido facilidade para expressar-se com clareza para os rapazes, expondo os limites a serem respeitados, como dias para o namoro e a condição de não namorarem na rua.

Ocorreu um incidente com duas (2) jovens que são irmãs biológicas, uma 3 anos mais velha do que a outra. Já estão abrigadas há mais de seis anos. Por terem transgredido uma ordem recebida, sofreram forte repreensão de uma das coordenadoras, e, a mais nova sentiu-se injustiçada e desrespeitada, e num gesto de rebeldia, resolveu não voltar para casa após a aula do dia seguinte. Só foi localizada na casa de uma colega de colégio, tarde da noite, causando preocupação em todos. Quando questionada, disse que iria viver na rua e não queria mais voltar. É uma menina de personalidade dócil, e esta reação surpreendeu. Entretanto, foi acolhida com firmeza, mas também com carinho, e soube compreender as ponderações da psicóloga a respeito de tudo isto, e de forma serena permaneceu no abrigo. Já estava em uso do composto DANÇANDO NA LUZ e, a partir desse acontecimento, passou a tomar o composto LAÇOS DE AMOR. Está mais tranquila, respeitando as ordens e relacionando-se com respeito.

Foram acolhidas pelo abrigo no final de abril/2005, duas (2) novas crianças e irmãs biológicas, de menos de 7 anos de idade. Em junho, mais outras duas (2) também irmãs na mesma faixa etária, e mais uma (1) de 9 anos; e em julho, outra (1) de 2 anos. O motivo do acolhimento das quatro (4) primeiras meninas foi a prisão das mães por tráfico de drogas. Já o motivo do acolhimento da menina de 9 anos foi por negligência de sua mãe, que tinha mais cinco (5) irmãos do sexo masculino, que foram levados para outros abrigos. A menininha de 2 anos, foi trazida para o abrigo após sua mãe ter dado à luz a um (1) bebê e tê-lo colocado numa caixinha no lixo. Essa mãe foi detida e internada para tratamento em um hospital psiquiátrico. Esta menina ficou no abrigo por quatro (4) meses, tendo saído sob a guarda de uma tia. Sua mãe está melhor e têm convivido com ela,  com demonstração de verdadeiro amor, em visitas diárias à casa da tia. Existe grande chance de obter novamente sua guarda. O bebê recém-nascido foi adotado por outra família dias depois de seu abandono.

No segundo semestre de 2005, retornou ao abrigo, uma (1) menina de 12 anos, por sua própria vontade. Ela saiu do abrigo um (1) ano antes, junto com sua irmã 2 anos mais velha, para a casa de sua mãe, numa tentativa de reinserção familiar. A alegação de sua avó para seu novo acolhimento foi a negligência de sua mãe com relação às filhas, e a doença do pai que demandava seus cuidados.  Depois de muita insistência, a promotoria autorizou. Sua irmã, de 14 anos, permaneceu sob a guarda da família.

Foi registrado no relatório de 2004, a percepção dos bloqueios emocionais dessas crianças e jovens, em consequência de suas histórias de abandono e rejeição familiar. Isso foi expresso por várias delas, numa dinâmica realizada pelas terapeutas do projeto Florescer, ao compartilharem em roda, várias delas, o sonho de terem uma casa, uma família, com uma mãe para si. Outros sonhos que alimentavam também, era de ter uma profissão, e até mesmo ter algum objeto de uso pessoal como carro ou celular. De conquistar uma vida com melhores condições materiais.

Este ano, com a continuidade da terapia floral, foi observado numa outra dinâmica, que algumas jovens com idade entre 14 e 16 anos, estavam fazendo planos de, ao alcançarem a maioridade, poderem montar uma casa para elas morarem sozinhas, e que iriam trabalhar, estudar e buscar capacitarem-se melhor para o trabalho. Estavam alegres e expressavam com clareza seus desejos. Hoje, já conseguem fazer planos a partir da realidade em que estão inseridas. O relacionamento entre as jovens e as coordenadoras da instituição está mais fácil. Há uma maior abertura, liberdade e aceitação, uma expressão espontânea da individualidade própria da adolescência, mais despojadas, em suas diferentes formas de se vestirem e de se comportarem.

Este foi o ponto forte observado pelas terapeutas na continuidade do projeto Florescer de Terapia Floral. Foram rápidos os benefícios colhidos da terapia floral, no tocante ao desbloqueio da energia estagnada, com o possível despertar de sentimentos de reconhecimento e de gratidão, que inundam a alma e permitem o aflorar de virtudes como força, coragem e criatividade na promoção de uma existência de paz, saúde e prosperidade.

No encontro festivo ao final de 2005, onde nos reunimos para a celebração de natal, percebemos uma verdadeira harmonia do ambiente, uma alegria espontânea, um clima de cumplicidade e intimidade fraterna.

CONCLUSÃO

Foram 17 meses do Projeto Florescer de Terapia Floral no Lar Frei Leopoldo, o que nos trouxe a oportunidade de conhecer, de sentir e de entender um pouco da realidade de uma instituição de acolhimento. Pudemos perceber o universo frágil gerado pelos sentimentos de perdas e abandonos, de quem lá é acolhida, assim como as marcas profundas registradas na memória celular de cada uma dessas pessoas.

Entretanto, o sentimento de solidariedade que em nós despertou, tornou-se gratificante saber que foi possível suavizar os sofrimentos, oferecendo a todas as participantes do projeto, a oportunidade de resgatar, em nível profundo, a integridade e a singularidade da pessoa humana, através de uma transformação interior.

As crianças e adolescentes são patrimônios da humanidade, e nisso está a justificativa para a nossa responsabilidade social ao oferecer o Projeto Florescer de Terapia Floral.

Este projeto foi realizado pelas terapeutas florais que o assinam, em parceria com Maria Grillo, pesquisadora e responsável pelo Sistema Floral Filhas de Gaia, que nos forneceu as essências florais (estoque), a quem somos gratas. Contamos e agradecemos também a total colaboração e confiança da instituição, através da Irmã Valeriana e da Psicóloga Marilac, que estavam sempre prontas a possibilitar e a nos fornecer as informações necessárias, assim como, em acolher os compostos florais e a administrá-los. Nossos reais agradecimentos.

 

COMPOSTOS FLORAIS FILHAS DE GAIA  MINISTRADOS:

TRAUMA SEXUAL – Recuperação do sentimento de integridade e da capacidade de confiar no outro e de se relacionar afetivamente. Reestruturar a personalidade e o resgate da auto-estima.

(Cipó Roxo, Orquídea Violeta, Paineira, Algodão de Seda, Palma Rosa, Fruta de Lobo, Cipó de São João, Alecrim do Mato)

VÊNUS – Indicado com a proposta do resgate da capacidade de amar em crianças e adolescentes que foram vítimas de violências morais e sexuais, sobretudo em núcleo familiar. Resgate do sentimento de integridade pessoal, a esperança, a habilidade de reconhecer as próprias emoções e superar a dor e a revolta geradas pela violência. Ajudará a colocar limites saudáveis nos relacionamentos, abandonar o padrão de violência e desamor e a se abrir para o desejo de manifestar uma vida mais harmoniosa.

(Paineira, Cipó Roxo, Palma Rosa, Ipê Amarelo, Jurema, Açucena, Gravatá, Íris, Capim de Santa Luzia, Cipó de São João, Fruta de Lobo)

VÔO DA ÁGUIA – Resgate da vitalidade física, emocional e espiritual, quando é necessária uma rápida revitalização; quando não conseguimos identificar causas do desconforto ou quando a pessoa não consegue expressa-loas.

(Paineira, Amor Agarrado, Algodão de Seda, Mandacaru, Alegria, Alecrim do Mato, Ipê Amarelo, Primavera)

MANTO DE LUZ – Revigora o sentimento de amparo, limites saudáveis e ajuda a fazer escolhas amorosas. Maior proteção espiritual, principalmente quando se é alvo de negatividade e desamor, tornando-se hiperativas, agressivas e ao mesmo tempo medrosas, em especial, medos noturnos.

(Paineira, Alegria, Broto de Saião, Chuva de Ouro, Lírio do Brejo, Viuvinha, Jurema, Urtiga do Agreste, Falsa Mirra, Angélica Perfumada)

CHAMEGO –  Nutrição básica física, emocional e espiritual, favorecendo sentimentos de preenchimento e nutrição; revitaliza a capacidade de estabelecer vínculos positivos e propicia o fortalecimento e o centramento da personalidade.

(Paineira, Mandacaru, Amor Agarrado, Algodão de Seda, Cana de Açúcar, Broto de Saião, Cipó de São João, Girassol, Macela, Curcuma)

BÁLSAMO – Alívio para a dor emocional intensa, melancolia e tristeza. Auxilia a abertura do coração para dar e receber amor. Favorece o aflorar de sentimentos de gratidão e compaixão. Através da compaixão favorece o libertar-se de julgamentos e culpas.

(Paineira, Amor Agarrado, Alegria, Pluma Japonesa, Cássia Imperial, Ipê Amarelo, Algodão de Seda, Quaresmeira Roxa, Manacá da Serra, Girassol)

DANÇANDO NA LUZ – Introduzido com a proposta de trabalhar o centramento do Ser, em cada uma das pessoas que vivem neste grupo, fortalecendo os dons que as faz se moverem com confiança em direção às novas etapas da vida, lidando com desafios, respeitando suas necessidades internas pessoais, permanecendo sensíveis as necessidades daqueles que as cercam. Fortalecimento da coragem para lidar amorosamente com situações tumultuadas.

(Cipó de São João, Orquídea do Cardoso, Capim Estrela, Alamanda, Amor Agarrado, Serralha, Íris, Macela)

LAÇOS DE AMOR – Indicado especialmente para o momento da descoberta da energia da sexualidade nas adolescentes. Facilita os relacionamentos de autoridade, levando-se a lidar de forma amorosa e orientadora, pela superação de crenças,  condicionamentos e traumas passados, integrando a sexualidade emergente com o amor, num clima de harmonia e responsabilidade.

(Cipó Roxo, Orquídea Violeta, Palma Rosa, Hibisco Rosa, Manacá da Serra, Quaresmeira Roxa, Jurema, Fruta de Lobo, Alecrim do Mato)

Belo Horizonte, 01 de março de 2006.

Assinam o presente relatório:

MARIA DE FÁTIMA SALIBA           ANA AMÉLIA DE SOUZA                     MÁRCIA BEATRIZ LIMA

TERAPEUTA FLORAL                         TERAPEUTA FLORAL                           TERAPEUTA FLORAL

PROJETO FLORESCER DE TERAPIA FLORAL

De acordo :

LUIZA  MARILAC COTA SALDANHA MOURA PSICÓLOGA – PSICÓLOGA

IR. CONCEIÇÃO A. VIEIRA – DIRETORA

LAR FREI LEOPOLDO


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Dentro dos conceitos existentes para os casos de guarda de uma criança, abandonada ou separada da família e abrigada em instituições, encontram-se os termos:NOTAS:

REINSERÇÃO – quando a criança depois de ficar um tempo afastada de sua família, por motivos de negligência, maus tratos e violência, abandono ou outra causa similar, após renovarem-se as condições favoráveis, retorna para sua família de origem, sob a assistência, acompanhamento e supervisão dos órgãos competentes.

GUARDA – (família acolhedora) quando a criança, pelos mesmos motivos citados acima, afastada de sua família de origem, é recolhida por órgãos competentes, encaminhada a abrigos por algum tempo e depois, entregue sob os cuidados e responsabilidade de algum familiar, avós, tios ou tias, etc. Estas famílias são consideradas Famílias Acolhedoras e, atualmente no Brasil, recebem o valor de um (1) Salário Mínimo por criança durante 6 meses.

TERCEIROS – (família acolhedora) quando, pelos mesmos motivos acima, a criança é recolhida por órgãos competentes e após permanecer algum tempo em abrigos, é acolhida por alguma pessoa interessada em sua guarda, mesmo não sendo de sua família, desde que preencha os pré-requisitos do órgão competente.

BOLSA FAMÍLIA – até que a criança complete 15 anos de idade, sua família faz jus a um benefício correspondente a          40% Salário Mínimo, muitas vezes atrativo que desperta o interesse de familiares pela reinserção do menor.

CEVAM -Centro de Voluntariado e Apoio ao Menor

3 NAVCV – Núcleo de Atendimento às Vítimas de Crimes Violentos